Aquele velho perfil da doméstica, com baixa escolaridade e renda inferior a um salário mínimo por mês, está perdendo espaço para um novo tipo de profissional da área: mulheres mais estudadas e com perfil empreendedor, afirmam as próprias trabalhadoras. O G1 conversou com domésticas que ganham em média R$ 1,5 mil, têm carro zero e, entre outras atividades, fazem faculdade.
Fonte: http://g1.globo.com/economia-e-negocios/noticia/2010/09/nova-domestica-tem-carro-zero-e-faz-faculdade.html
Aí vêm esses intelectualóides e urubólogos e dizem que os eleitores votam no lulla por causa do bolsa família. Miopia de uma elite preconceituosa e incapaz de entender o Brasil.
“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma.” Joseph Pulitzer
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
FGV: A nova classe média
Relatório da FGV intitulado 'A nova classe média: O lado brilhante dos pobres', publicado em set/2010, mostra a evolução de indicadores econômicos ligados à qualidade de vida (renda, educação, bem estar etc).
Fonte: http://www3.fgv.br/ibrecps/ncm2010/NCM_Apresenta%C3%A7%C3%A3o_fim.pdf
Dedico este post ao Arnaldo Jabor e a todos os leitores da revista veja que ainda acreditam que todos os eleitores do lulla são analfabetos e recebem bolsa esmola.
Fonte: http://www3.fgv.br/ibrecps/ncm2010/NCM_Apresenta%C3%A7%C3%A3o_fim.pdf
Dedico este post ao Arnaldo Jabor e a todos os leitores da revista veja que ainda acreditam que todos os eleitores do lulla são analfabetos e recebem bolsa esmola.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Uma análise heterogênea do efeito do Programa Bolsa Família sobre o suprimento de trabalho de homens e mulheres
[...] a primeira conclusão é que não há efeito sobre a probabilidade de homens e mulheres trabalharem e o impacto do PBF [Programa Bolsa Família] sobre as horas trabalhadas, embora estatisticamente significativo, não possui grande magnitude. Portanto, ninguém pode afirmar que o PBF é responsável por gerar dependência por conta da transferência de recursos monetários.
Fonte: http://www.ipc-undp.org/pub/IPCWorkingPaper61.pdf
Trecho do relatório do International Policy Centre for Inclusive Growth, United Nations Development Programme, de março/2010.
Este post é dedicado aos eleitores do Serra que insistem em chamar o Bolsa Família de bolsa esmola, apesar do Serra ter prometido que vai dobrar a cobertura do programa.
Fonte: http://www.ipc-undp.org/pub/IPCWorkingPaper61.pdf
Trecho do relatório do International Policy Centre for Inclusive Growth, United Nations Development Programme, de março/2010.
Este post é dedicado aos eleitores do Serra que insistem em chamar o Bolsa Família de bolsa esmola, apesar do Serra ter prometido que vai dobrar a cobertura do programa.
sábado, 26 de junho de 2010
Falácias da corrupção e percepção da corrupção no Programa Bolsa Família: o caso do Paraná
Àqueles que insistem em chamar o Bolsa Família de bolsa esmola e dizem que o programa é eleitoreiro, dedico o artigo do Dr. Fabiano Mourão Vieira, Doutor em Economia (USP), Mestre em Economia (Unicamp) e graduado em Economia (Unicamp), publicado pela Revista da CGU - Controladoria Geral da União, ano IV, nº 7, dezembro/2009. Seguem trechos selecionados:
A partir de dados de 55 fiscalizações realizadas pela CGU Regional Paraná, é mostrado como no caso estudado o programa possui um baixo índice de corrupção.
[...]
Em paralelo à crescente percepção de que o Programa serviria como ‘moeda de troca’ política, tecendo uma rede política clientelística, o Bolsa Família ganhou espaço negativo na mídia, por conta do sensacionalismo e da ideologia conservadora contrária a programas de distribuição de renda.
devido aos custos de cuidados das crianças. E nossa cultura aceita mulheres mães que não trabalham, não as taxando de preguiçosas ou vagabundas.
A partir de dados de 55 fiscalizações realizadas pela CGU Regional Paraná, é mostrado como no caso estudado o programa possui um baixo índice de corrupção.
[...]
Em paralelo à crescente percepção de que o Programa serviria como ‘moeda de troca’ política, tecendo uma rede política clientelística, o Bolsa Família ganhou espaço negativo na mídia, por conta do sensacionalismo e da ideologia conservadora contrária a programas de distribuição de renda.
[...]
Em busca de maximizar sua audiência, a imprensa favoreceu reportagens que enfatizam os casos extraordinários encontrados no PBF, como os casos isolados de corrupção, em que beneficiários possuem automóveis e casas luxuosas. Essas cenas são eficientes em colocar a opinião pública contra o PBF. Menos frequentes são as reportagens que denunciam as más condições de vida das populações pobres, e quase raras são as reportagens que documentam a importância dos benefícios na vida das famílias, principalmente mulheres e crianças.[...]
Entretanto, na realidade o PBF não se vincula à vagabundagem, uma vez que a grande maioria dos beneficiários são mulheres com filhos.[...]
Prado e Moassab (2007) mostram como a Revista Veja [grifo nosso] tem sido responsável em associar o Bolsa Família à corrupção. Essa revista diz que o programa é eleitoreiro, sendo bem-sucedido em associar as políticas assistencialistas ao governo federal. Também diz que o programa é assistencialista, em oposição a um programa emancipatório, que retiraria as pessoas da pobreza. Por fim, a revista contrapõe os beneficiários do bolsa família aos brasileiros que trabalham e pagam impostos, implicitamente associando os beneficiários à vagabundagem de modo geral.[...]
No entanto, a pesquisa de Oliveira et alii (2007) nega a hipótese de vagabundagem. Resultados mostraram que a participação no PBF, após o tratamento dos dados, tem como consequência uma taxa de participação 2,6% mais alta no mercado de trabalho. No caso específico das mulheres, a diferença encontrada foi de 4,3%.[...]
Por último, vale citar uma importante nota de Camargo (2006). Trata-se de um economista influente, que pertence aos quadros de uma empresa de consultoria enquadrada por muitos como neoliberal (Tendências Consultoria). Contraargumentando (sic) que não é um programa assistencialista, ele defende o Bolsa Família como uma espécie de bolsa de estudo, semelhante às bolsas de mestrado e doutorado. Argumenta, no que se refere à educação das crianças, que o principal custo para uma família pobre é a renda não auferida pelas crianças no mercado de trabalho no período de estudos. Do ponto de vista social, há um nível de investimento subótimo em educação no grupo de famílias pobres. Nesse sentido, desde que realizadas as condicionalidades, Camargo afirma não se tratar de um programa assistencialista, mas eficiente no combate à pobreza e à desigualdade, uma vez que propicia aumento do capital humano.[...]
Apesar da existência das análises positivas, grande parte da percepção da corrupção no PBF está associada ao conjunto de aspectos negativos propagados pelas pesquisas e meios de comunicação em modo geral. Criou-se a percepção de que se trata de um programa clientelístico, eleitoreiro, difusor da vagabundagem, incapaz de produzir melhorias por meio das condicionalidades e propenso às fraudes pela conduta oportunista dos cidadãos ao subdeclararem de renda. No próximo item, discutiremos esses aspectos negativos à luz das fiscalizações efetuadas pela CGU-PR no Paraná.[...]
Referindo-me especificamente a minha experiência pessoal de campo, nas mais de 200 famílias que eu entrevistei não ouvi nenhuma referência ao Governo Lula. O nível de conhecimento do Programa é muito baixo. As noções a respeito das regras do programa são mínimas. É muito frequente notar que as pessoas não sabem se o Programa é municipal, estadual ou federal. Além disso, mesmo em entrevistas realizadas em 2008, muitas informantes confundem o Bolsa Escola, do governo FHC, com o Bolsa Família, do governo Lula, o que certamente prejudica a suposta relação clientelística estabelecida pelo programa.[...]
Dos 55 municípios pesquisados, somente em 2 foram encontrados fraudes. Mesmo nesses, as fraudes foram de pequena magnitude. Envolveram apenas desvio no cadastramento das famílias pelo agente responsável pela inclusão no sistema. Nenhum caso foi constatado de existência de famílias abastadas que por decisão própria se candidataram e efetivamente foram incluídas como beneficiárias sem relação com o cadastrador ou a pedido de autoridade superior.[...]
Também inexistiu caso de corrupção na distribuição de cartões. O único problema identificado na Caixa Econômica Federal foi a retenção indesejada dos cartões, que não se configura, em hipótese alguma, como corrupção. Trata-se apenas de uma falha administrativa.[...]
É muito possível que o forte apoio que o presidente Lula recebeu em 2006 das populações em situação de pobreza, mesmo supondo uma análise racional, se deva a uma cesta de vantagens e benefícios mais diversa, em que o PBF seria apenas um fator, ao lado do aumento das rendas das famílias pobres e da queda dos preços dos alimentos.[...]
No que se refere à vagabundagem, que estaria associada ao programa, as pesquisas, com tratamento de dados, mostram que a participação no mercado de trabalho é até maior entre as participantes do programa. A pesquisa de campo não identifica ocorrência significativa de homens em condição de desemprego voluntário. Por último, o PBF é um programa para mulheres com filhos, na maioria das vezes. A maioria delas não tem condições de participar com eficiência do mercado de trabalho,devido aos custos de cuidados das crianças. E nossa cultura aceita mulheres mães que não trabalham, não as taxando de preguiçosas ou vagabundas.
[...]
As críticas apontam que os beneficiários, possivelmente agindo de modo corrupto, não estariam atendendo às condicionalidades. No entanto, a pesquisa de campo mostra que, quando possível, as famílias enviam seus filhos para a escola e levam ao posto de saúde. As poucas famílias que não cumprem as condicionalidades são justamente as mais problemáticas. Quando deixam de cumprir as regras, não há intuito de explorar a força de trabalho das crianças, como poderiam sugerir as teorias economicistas. As famílias que não cumprem, assim agem porque vivem em situação de miséria e problemas dos mais diversos, como alcoolismo, prostituição, drogas, violência doméstica e distúrbios mentais. São famílias desestruturadas, que não funcionam como unidade produtiva eficiente. São estas, em contradição ao programa, que justamente mais precisam dos benefícios e a da atenção da assistência social.[...]
Finalizando, são raros os casos de identificação de gestores corruptos no universo pesquisado. Nenhum caso foi encontrado de desvio dos cartões do PBF por parte das agências responsáveis pela distribuição dos mesmos. Também nenhum caso foi identificado de uso político da escolha dos beneficiários do Programa (por exemplo, definição de bairro em que os eleitores apoiam o prefeito. No caso das fraudes, elas são mínimas na amostra estudada. Dos 55 municípios pesquisados, apenas em 2 foi verificado fraude e, mesmo assim, em pequena extensão, realizada pelo cadastrador das famílias, sem aquiescência dos gestores.sábado, 6 de março de 2010
Redação de estudante carioca vence concurso da UNESCO
MENSAGEM:
Sent: Monday, March 01, 2010 11:58 PM
Subject: FW: REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO
Tema: 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Favor divulguem, aos poucos iremos acordar este "BraSil".
RESPOSTA:
Lamentável.
A qualidade do texto é inquestionável; quanto ao conteúdo... só repete todas as fórmulas neoliberais de botequim. Mais um talento desperdiçado pela falta de neurônios críticos, pela incapacidade de refletir. A moça comprou uma ideologia pré-fabricada no shopping center. Como aquele jeans que já vem rasgado, os argumentos que ela apresenta estão cheios de furos.
Sent: Monday, March 01, 2010 11:58 PM
Subject: FW: REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO
Tema: 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL. Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições. Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica. E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem! A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.
Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Favor divulguem, aos poucos iremos acordar este "BraSil".
RESPOSTA:
Lamentável.
A qualidade do texto é inquestionável; quanto ao conteúdo... só repete todas as fórmulas neoliberais de botequim. Mais um talento desperdiçado pela falta de neurônios críticos, pela incapacidade de refletir. A moça comprou uma ideologia pré-fabricada no shopping center. Como aquele jeans que já vem rasgado, os argumentos que ela apresenta estão cheios de furos.
> A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo,
> um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
O ensino público nunca foi e jamais será melhor que o ensino privado. É só fazer as contas. Você sabe muito bem quanto custa uma criança no ensino fundamental. Multiplique isso por, pelo menos, 80 milhões de crianças. Não há dinheiro suficiente para todos. Mesmo se a corrupção deixasse de existir, ainda assim não haveria dinheiro suficiente.
Sabendo disso, o que fazer? Manter a situação antiga, ou seja, somente filhinhos de papai podem estudar em universidades públicas porque estudaram em escolas particulares a vida toda? Barrar as pessoas que realmente precisam das universidades públicas até que a escola pública fique melhor que a privada (ou seja, nunca)?
> E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão
> se soubesse que me restaria a liberdade apenas para
> morrer de fome.
Cuméquié?
É claro que a abolição deveria ser acompanhada de um pacote completo, com educação, saúde, reforma agrária... mas se tudo isso não for possível, eu aceito só a liberdade, mesmo que seja só para morrer de fome.
> Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
No tempo do Sarney, aquele crápula criou as famigeradas 'frentes de trabalho' para ensinar o povo nordestino a pescar cavando açudes. Nunca vou esquecer aquele exército de brancaleone, velhos, fracos de fome, batendo enxada na terra esturricada, de sol a sol, para ganhar meio salário mínimo (que na época não passava de 25 dólares por mês). O povo aprendeu o quê, exatamente?
O governo atual dá o peixe, mas a família tem que levar as crianças para a escola, manter a vacinação em dia, fazer pré-natal... O povo está aprendendo como construir uma nova geração. Mais saudável, mais inteligente, mais culta. Isso é mais importante do que pescar.
> um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
O ensino público nunca foi e jamais será melhor que o ensino privado. É só fazer as contas. Você sabe muito bem quanto custa uma criança no ensino fundamental. Multiplique isso por, pelo menos, 80 milhões de crianças. Não há dinheiro suficiente para todos. Mesmo se a corrupção deixasse de existir, ainda assim não haveria dinheiro suficiente.
Sabendo disso, o que fazer? Manter a situação antiga, ou seja, somente filhinhos de papai podem estudar em universidades públicas porque estudaram em escolas particulares a vida toda? Barrar as pessoas que realmente precisam das universidades públicas até que a escola pública fique melhor que a privada (ou seja, nunca)?
> E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão
> se soubesse que me restaria a liberdade apenas para
> morrer de fome.
Cuméquié?
É claro que a abolição deveria ser acompanhada de um pacote completo, com educação, saúde, reforma agrária... mas se tudo isso não for possível, eu aceito só a liberdade, mesmo que seja só para morrer de fome.
> Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
No tempo do Sarney, aquele crápula criou as famigeradas 'frentes de trabalho' para ensinar o povo nordestino a pescar cavando açudes. Nunca vou esquecer aquele exército de brancaleone, velhos, fracos de fome, batendo enxada na terra esturricada, de sol a sol, para ganhar meio salário mínimo (que na época não passava de 25 dólares por mês). O povo aprendeu o quê, exatamente?
O governo atual dá o peixe, mas a família tem que levar as crianças para a escola, manter a vacinação em dia, fazer pré-natal... O povo está aprendendo como construir uma nova geração. Mais saudável, mais inteligente, mais culta. Isso é mais importante do que pescar.
Só porque um discurso é bem escrito, não significa que seja verdade. Os discursos do hitler eram magnificamente bem escritos.
Fazer o quê?
Fazer o quê?
O desespero é a mãe das geringonças enjambradas
NOTÍCIA:
Sent: Wednesday, March 03, 2010 11:19 PM
Subject: Senado aprova proposta de Tasso que prevê benefício extra do Bolsa Família
BRASÍLIA - A Comissão de Educação do Senado aprovou por 17 votos a um, nesta terça-feira, o projeto de lei do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que prevê aumento do benefício do Bolsa Família de acordo com o desempenho educacional das crianças.
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/ mat/2010/03/02/senado-aprova- proposta-de-tasso-que-preve- beneficio-extra-do-bolsa- familia-915973063.asp
RESPOSTA:
Ué? Não entendi.
Bolsa família não é esmola para vagabundo?
Os tucanos têm o toque de Midas-ao-revés, ou seja, tudo o que tocam se transforma em uma-coisa-que-não-tem-cor-nem- cheiro-de-ouro.
Eles querem transformar um benefício em uma gincana para louvar a meritocracia. Ou seja, querem botar nas costas de crianças a sorte da família. Criança esta que pode não ter condições de arcar com tanta
responsabilidade por diversos motivos, inclusive uma carência cognitiva devida a subnutrição, falta de estímulo em família...
Esses tucanos só entendem a sociedade individualista e hierárquica, onde sempre um indivíduo pretende ser melhor que os outros e querem incutir isso no povo.
Sent: Wednesday, March 03, 2010 11:19 PM
Subject: Senado aprova proposta de Tasso que prevê benefício extra do Bolsa Família
BRASÍLIA - A Comissão de Educação do Senado aprovou por 17 votos a um, nesta terça-feira, o projeto de lei do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que prevê aumento do benefício do Bolsa Família de acordo com o desempenho educacional das crianças.
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/
RESPOSTA:
Ué? Não entendi.
Bolsa família não é esmola para vagabundo?
Os tucanos têm o toque de Midas-ao-revés, ou seja, tudo o que tocam se transforma em uma-coisa-que-não-tem-cor-nem-
Eles querem transformar um benefício em uma gincana para louvar a meritocracia. Ou seja, querem botar nas costas de crianças a sorte da família. Criança esta que pode não ter condições de arcar com tanta
responsabilidade por diversos motivos, inclusive uma carência cognitiva devida a subnutrição, falta de estímulo em família...
Esses tucanos só entendem a sociedade individualista e hierárquica, onde sempre um indivíduo pretende ser melhor que os outros e querem incutir isso no povo.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Bolsa família e o emprego formal
Mais uma obra-prima do jornal O Globo
1. Regiões mais ricas têm mais emprego formal.
2. Regiões mais pobres, menos emprego formal.
3. A Bolsa Família se destina às famílias mais pobres. Onde existe menos emprego formal, existe mais Bolsa Família. Onde existe mais emprego formal, menos Bolsa Família.
Logo... Esqueça o “logo”. A lógica da imprensa brasileira não é lógica.
Manchete de O Globo do dia 25: "Bolsa família inibe expansão do emprego formal no interior."
Hein?
1. Regiões mais ricas têm mais emprego formal.
2. Regiões mais pobres, menos emprego formal.
3. A Bolsa Família se destina às famílias mais pobres. Onde existe menos emprego formal, existe mais Bolsa Família. Onde existe mais emprego formal, menos Bolsa Família.
Logo... Esqueça o “logo”. A lógica da imprensa brasileira não é lógica.
Manchete de O Globo do dia 25: "Bolsa família inibe expansão do emprego formal no interior."
Hein?
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