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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Relações diplomáticas

A imprensa vive criticando a política externa brasileira. Exigem que o Brasil encerre as relações diplomáticas com o Irã e outros países considerados perigosos e anti-democráticos.

Concordo. Acho mesmo que o Brasil deve encerrar as relações diplomáticas com todos os países que não respeitam os direitos humanos, produzem armas de destruição em massa, mantêm prisioneiros sem direito a julgamento, cometem atos de tortura, discriminam religiões outras que não a oficial e fraudam as eleições.

Considerando estes critérios, o primeiro embaixador brasileiro a ser chamado de volta seria o nosso representante em Washington.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Der Spiegel: Lula Superstar

Vou dizer agora uma coisa que eu nunca pensei ser possível: As elites brasileiras são mais preconceituosas e racistas do que os alemães. E agora vou dizer uma coisa divertida: FHC deve estar cortando os tornozelos, porque os pulsos ele já cortou faz tempo. Quá, quá, quá! 

Segue matéria da revista alemã Der Spiegel de 25 de maio p.p.

Com iniciativas sempre novas, o Presidente brasileiro conquista para seu país um peso cada vez maior no mundo. Seu golpe mais recente: convenceu os governantes do Irã de um acordo nuclear controverso – uma chance para evitar sanções e guerra?

Ele foi chamado de muitas coisas no passado: ele seria um comunista, um proletário grosseiro, um bêbado. Mas isso já faz parte do passado. Paralelamente à ascensão da nova potência econômica, o Brasil, sua reputação aumentou de forma surpreendentemente rápida; para muitos, o presidente brasileiro vale como o herói do Hemisfério Sul, como o contrapeso mais importante de Washington, Bruxelas e Pequim.  A revista norte-americana “Time” foi um pouco mais longe, ao denominar-lhe, há duas semanas, o “líder político mais influente do mundo” [N. do A.: O MAIS, e não apenas um entre 25.], à frente de Barack Obama. Na sua pátria, ele já é considerado o futuro titular do Prêmio Nobel da Paz.

Agora, esse Luiz Inácio da Silva, 64, cujo apelido é “Lula”, filho de analfabetos que cresceu em uma favela, lançou novamente um golpe de mestre político: durante uma maratona de negociações, fechou com o governo iraniano um acordo nuclear. Na segunda-feira passada, ele apareceu em Teerã triunfante, lado o lado com o Primeiro-Ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan e o Presidente Mahmud Ahmadinejad. Todos os três estavam convictos de que a questão das sanções da ONU contra o Irã, motivadas pelo possível programa iraniano de armas nucleares, teria passado, com isso, a ser história. O mundo ocidental, que tanto insistiu na radicalização das medidas internacionais de punição, parecia surpreso e sem ação.

O contra-ataque de Washington ocorreu já no dia seguinte, começando um novo capítulo do conflito iminente sobre o programa nuclear; Pequim, em particular, por muito tempo se opôs a uma atuação mais rígida. A Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, proclamou: “Em cooperação com a Rússia e a China, chegamos a um consenso sobre um projeto forte”. A planejada resolução sobre sanções será encaminhada para todos os membros do Conselho de Segurança da ONU – também para o Brasil e a Turquia. Atualmente, por um mandato de dois anos, esses dois países têm um assento não-permanente como membros eleitos nesse Conselho de 15 países, dos quais nove membros devem aprovar a resolução antes de poder entrar em vigor.

De maneira explícita, Clinton agradeceu a Lula por seus “esforços honestos”. No entanto, podia-se notar que ela considerava a iniciativa como algo que somente atrapalhava: “Sanções rígidas serão a mensagem inequívoca transmitida para o Irã sobre o que esperamos deles”. Porém, será que a abordagem menos confrontadora de Lula do conflito acerca do programa nuclear não é mais promissora? Será que Lula Superstar, com a retaguarda coberta por um país da OTAN, a Turquia, se deixaria refrear tão facilmente?

Quem conhece sua história, não apostaria nisso: esse homem sempre superou todos os obstáculos, contradizendo todas as probabilidades. Cedo, o pai abandonou a família, a mãe mudou com os oito
filhos do Nordeste brasileiro para o Sul industrializado para ter, pelo menos, uma chance de sobreviver. Só aos dez anos, o pequenino aprendeu a escrever e ler. Como engraxate e vendedor de frutas, ajudou a sustentar a família. Trabalhava em uma fábrica de tintas. Lutava para obter uma vaga de aprendiz como metalúrgico. Tinha 25 anos quando faleceram sua mulher e o filho que ainda não havia nascido, porque a família não tinha os meios suficientes para pagar o tratamento médico.

Ainda jovem, Lula virou militante político. Nos tempos da ditadura militar, organizou como sindicalista greves ilegais e, nos anos oitenta, várias vezes foi preso. Insatisfeito com a esquerda tradicional, ele fundou um partido próprio, o Partido dos Trabalhadores, que ele transformou, passo a passo, de um partido comunista em um partido social-democrata. Nas eleições presidenciais, sofreu três vezes uma derrota. No entanto, em 2002, conseguiu a vitória, com uma larga vantagem. Foram os pobres e miseráveis nesse país de contrastes econômicos extremos que depositaram sua esperança no líder proletário carismático. Os milionários já haviam abastecido seus jatos, temendo sua expropriação.

Porém, quem esperava ou acreditava em uma revolução ficou surpreendido. Lula, após tomar posse, levou os membros do governo para uma favela, e atenuou, por intermédio de seu programa abrangente “Fome Zero”, a miséria dos desprivilegiados. E não assustou os mercados. Preços elevados de matérias-primas e uma política econômica moderada, baseada em investimentos do exterior, bem como em recursos nacionais de formação e aprendizagem, permitiram a Lula renovar, em 2006, seu mandato.

Em dezembro, terminará o mandato de Lula, que não pode ser reeleito novamente. Do ponto de vista da política interna, ele fez muito bem seu dever de casa, construindo também a figura de sua possível sucessora no cargo. No entanto, o Presidente autoconfiante deixa seu legado mais nitidamente no ambiente da política externa: ele considera imprescindível conseguir para o Brasil, com seus 196 milhões de habitantes, um papel de grande potência mundial, conduzindo o país para um assento no Conselho de Segurança da ONU.

Lula reconheceu que, na busca deste objetivo, deve manter boas relações com Washington, Londres e Moscou. Porém, reconheceu também que contatos estreitos com países como a China, a Índia, países do Oriente Médio e da África talvez sejam ainda mais importantes. Ele se vê como homem do “sul”, como líder dos pobres e excluídos. E ele, naturalmente, também observa o deslocamento do equilíbrio: no ano passado, a República Popular da China, pela primeira vez, superou os EUA como parceiro comercial mais importante do Brasil.

Lula é o único governante de um país que se apresentou não apenas no exclusivo Fórum Econômico Mundial em Davos, mas também no Fórum Social Mundial, com posição crítica à globalização, em Porto Alegre. Sem parar, ele viaja pelo mundo, visitou 25 países somente na África, muitos na Ásia, na América Latina quase todos, sempre com uma comitiva empresarial ao lado. Está sempre proclamando sua crença em um mundo multipolar. E, sendo um orador muito carismático e um líder proletário “autêntico”, no mundo inteiro é saudado pelas massas como se fosse um pop-star. “I love this guy”, entusiasmou-se também, em 2009, o Presidente Barack Obama, por ocasião do encontro do G20 em Londres.

Hoje, Obama não está mais tão seguro, de jeito nenhum, de que Lula seja o “cara”. Cada vez mais autoconfiante, o brasileiro se distancia da Washington, e procura às vezes até a confrontação. Por exemplo, no caso de Honduras.

Historicamente, os EUA consideram a América Central o seu “quintal”. Por isso, ficaram muito surpresos quando Lula, no ano passado, ofereceu abrigo ao Presidente derrubado, Zelaya, na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e exigiu o direito de participar da solução do conflito. Brasília negou-se a reconhecer o novo Chefe de Estado e desta maneira se posicionou claramente contra Obama.

Em seguida, tudo aconteceu muito rápido. Lula viajou a Cuba, encontrou-se com Raúl e Fidel Castro e exigiu o fim imediato do embargo econômico americano. Lula comparou adversários do regime, que sofrem nas prisões de Havana, com criminosos comuns, o que deixou os anfitriões muito contentes. Lula também fez questão de aparecer em público com Hugo Chávez, que vive maldizendo Washington e censura cada vez mais a imprensa do país; na edição 20/2008 do Spiegel, Lula chamou o autocrata de “Melhor Presidente venezuelano dos últimos 100 anos”.

Quando há alguns meses recebeu Ahmadinejad em Brasília, elogiou a sua vitória eleitoral supostamente regular e comparou a oposição persa com torcedores de futebol frustrados. O Brasil também não permitiria intervenções alheias no seu programa nuclear “naturalmente pacífico”, disse. Apesar da solidariedade demonstrada, muitos estavam céticos quando Lula partiu para Teerã para negociar um acordo nuclear com o Irã – os iranianos, nos últimos meses, demonstravam pouca disposição para um acordo. Durante uma coletiva em Moscou, Medvedev avaliou as chances de um acordo mediado pelo Brasil de no máximo 30%, enquanto Lula disse “eu vejo uma chance de 99%”. Apareceu, nessa ocasião, novamente o ego explícito do homem que veio de baixo. “Ele se considera um curador que pode operar milagres em causas na quais outros fracassaram”, diz Michael Shifter, especialista dos EUA em assuntos latino-americanos.

Se depois de 17 horas de negociações em Teerã, realmente foi conquistado um êxito ou se o acordo é apenas “uma futilidade” (Frankfurter Allgemeine Zeitung) com a qual os iranianos espertalhões pretendem enganar o mundo mais uma vez, não ficou claro, somente há indícios. Em Viena, a AIEA comunicou cautelosamente que qualquer passo em direção a um acordo nuclear seria um progresso. Por determinação da ONU, os inspetores da AIEA são competentes para controlar instalações nucleares no mundo todo. Nos últimos tempos, encontraram cada vez mais indícios de um programa ilegal de armas nucleares do Irã e exigiram urgentemente que Teerã seja mais aberta à cooperação. Agora a conclusão dos especialistas de Viena, que nunca abandonaram as consultas com Teerã e que nunca insinuaram algo que não pudessem comprovar, será de grande peso. Que os iranianos pretendem comunicar o conteúdo do acordo à AIEA só “dentro de uma semana” é outro motivo para desconfiança.

Governos ocidentais se manifestaram de maneira muito crítica no sentido de que a resolução da ONU, publicada por Clinton imediatamente após o acordo de Teerã, serviria também para acalmar os israelenses. Alguns membros do governo de linha dura de Benjamin Netanyahu reclamam abertamente do “compromisso podre”, e o Ministro do Comércio Benjamin Ben Elieser opina que Teerã pretende “novamente fazer o mundo todo de palhaço”.

Uma avaliação bem interessante do documento Lula-Ahmadinejad-Erdogan foi feita pelo instituto americano ISIS, que sempre defendeu uma solução negociada e considera uma “opção militar” na questão nuclear iraniana impossível. Os especialistas nucleares independentes fazem uma relação detalhada de suas dúvidas e analisam os pontos fracos dos termos do acordo já conhecidos.  Os iranianos assumem apenas o compromisso de transportar 1200 kg do seu urânio pouco enriquecido para a Turquia para receberem em troca combustível nuclear para o seu reator de pesquisas de Teerã. As dimensões são iguais às de um negócio proposto pela AIEA em outubro do ano passado, o que na época significaria expedir mais de 75% do urânio já produzido para o exterior e impossibilitar a construção de uma bomba atômica – uma medida para criar confiança, uma pausa para negociações. O acordo atual não considera que o Irã, por causa das novas centrífugas em Natanz, deve dispor atualmente de 2300 kg de urânio; quer dizer que o país pode permanecer com quase a metade da matéria prima para a bomba atômica e dispõe de suficiente material para uma “investida” em direção à arma nuclear.

O acordo oferece, outrossim, uma via de escape decisiva. Aos governantes do Irã é concedido o direito de recuperar o urânio da Turquia se eles acharem que qualquer cláusula do contrato “não foi cumprida”. E o que é mais importante: o acordo não inclui o compromisso de terminar o enriquecimento de urânio – “nem sonhamos com isto”, disse um representante oficial. Mas é justamente isso que a ONU exige, já após três turnos de sanções, de maneira inequívoca. Lula não deve ligar muito para isto.

Ele demonstrou que virou um fator indispensável no palco internacional. Na terça-feira, o Presidente do Brasil foi festejado por seus amigos durante a Cúpula América Latina – UE em Madri por causa do seu engajamento pela paz. A sua apresentação demonstrou algo como “vejam, o molusco tem muitos braços”. E ele demonstrou que sabe nadar no aquário dos tubarões grandes. Nos bastidores, Lula Superstar costuma contar como curou os diplomatas brasileiros da síndrome de vira-lata; assim ele denomina o profundo complexo de inferioridade que muitos dos seus compatriotas até pouco tempo atrás sentiam frente a americanos e europeus. Foi em 2003, na grande estréia internacional de Lula na cúpula do G-8 em Evian na França. Todos estavam sentados no Hotel do congresso e esperaram por George W. Bush. Quando este finalmente entrou no salão, todos levantaram, só Lula ficou sentado e mandou o seu Chanceler fazer o mesmo. “Eu não participo deste comportamento servil” disse o Presidente do Brasil. “Quando eu entrei, também ninguém levantou.”
Fonte: http://www.spiegel.de/international/world/0,1518,696553,00.html

quarta-feira, 26 de maio de 2010

IRÃ E AS SEIS VERDADES DO ACORDO

IRÃ E AS SEIS VERDADES DO ACORDO
Por FIORI 26/05/2010 às 11:23

2) O que provocou surpresa e irritação em alguns setores, portanto, não foram as negociações, nem os termos do acordo final, que já eram conhecidos. Foi o sucesso do presidente brasileiro que todos consideravam impossível ou muito improvável. Sua mediação viabilizou o acordo, e ao mesmo tempo descalçou a proposta de sanções articulada pela secretária de Estado americana depois de sucessivas concessões à Rússia e à China.

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2010/05/472133.shtml

segunda-feira, 24 de maio de 2010

OBAMA HUMILHA "O CARA". OU: O FIM DO "LULA GLOBALIZADO"

Reinaldo Azevedo
quarta-feira, 19 de maio de 2010 | 6:37

Luiz Inácio Lula da Silva tornou o mundo mais seguro!

É verdade! Acreditem em mim! Não fosse a decidida, pertinaz, corajosa, ousada, fabulosa, estonteante estréia do Babalorixá de Banânia no miolo mesmo da principal questão de segurança hoje no mundo, o consenso das cinco potências para impor sanções ao Irã demoraria um pouco mais. Mas “o Cara” agiu, e os EUA decidiram calciná-lo e apressar a aprovação de sanções! Quem disse que Lula não dá uma dentro no cenário externo?

É lamentável como as elites brasileiras, em posição servil, aplaudem até as atitudes mais execráveis, quando cometidas pelos donos do mundo. Ficou claro como o dia (exceto para as elites que se deslumbram com as bugigangas da 5a avenida) que a questão do Irã não tem absolutamente nada a ver com bombas atômicas, enriquecimento de urânio ou armas de destruição em massa. Não importa quantos tratados o Irã assine. Não importa quantos inspetores da ONU fiscalizem as instalações iranianas. Não importa. O problema é o petróleo. O dólar negro. Só isso. Mais nada. Assim como inventaram as temíveis armas de destruição em massa do Iraque, agora é a vez das bombas atômicas do Irã. 

Sim, queridos, as sanções demorariam um pouco mais. Ma aí um grupo de gênios brasileiros — em que se destacam, além do próprio Grande Morubixaba, inteligências estratégicas como Samuel Pinheiro Guimarães, Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia — decidiu que os filósofos já haviam pensado demais o mundo; era chegada a hora de transformá-lo.

Bom mesmo era o Celso Laffer, chanceler de FHC que obedientemente retirou os sapatos por ordem de um reles funcionário do aeroporto americano. Ah! Não era uma pessoa qualquer, era um americano. Aí, pooode. Pena que o funcionário não exigiu uma investigação profunda das cavidades corporais. O chanceler de FHC teria o maior prazer em ceder, afinal, são americanos. Queria ver alguém exigir que a Hillary tire os sapatos para entrar no Brasil.

Como vocês sabem, a sacada é de Karl Marx, certamente formulada num momento em que os furúnculos no traseiro lhe doíam terrivelmente. Ajeitou a sentada sobre a banda direita; incomodou; sobre a esquerda depois, continuou a incomodar. Então ele disparou aquele repto contra o pensamento. Fosse um existencialista, poderia ter escrito: “Como ser feliz com tanta dor?” Mas era um materialista dialético, né? Então se saiu com essa brutalidade!

Karl Marx? Qual é o problema desse povo? O que é que os comunistas têm com isso? Daqui a pouco os comunistas vão ser culpados até pelo resultado da mega-sena. Não agüento mais esse exército de reginas duartes com medo dos comunistas. Ô saco.

A formosura daquele pensamento atravessou a história, fez seu ninho no Itamaraty e instruiu a aventura do Grande Negociador! E Lula, então, foi ao Irã, com seu “papo pra lá de Teerã”, e negociou a paz. Seus aloprados tinham resolvido que já era hora de tomar os destinos da segurança mundial nas mãos, tanto as dianteiras como as traseiras. Deu do que deu!

Quem pediu para o Brasil se meter no assunto foi o Obama. Pena que ele e a Hillary não estejam se entendendo. Veja, digo, olhe:


“Naturalmente, não íamos entrar numa coisa desse tipo, ao contrário do que alguns pensam, levianamente. Então, sempre tivemos em conta opiniões dadas e as preocupações de vários países, sobretudo dos Estados Unidos, porque foi o presidente Obama quem primeiro pediu ao presidente Lula para se interessar sobre a questão”, disse Amorim.
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/web/ebc-agencia-brasil/ultimasnoticias?p_p_id=56&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_56_groupId=19523&_56_articleId=960512

A ironia de Obama, quando declarou o seu “Ecce homo” (”Esse é o Cara!) sobre o político mais popular da Terra, finalmente se revela. Em menos de 24 horas, os Estados Unidos e os outros quatro com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU submeteram Lula e seus aloprados de gravata ao ridículo. Celso Amorim pode incluir mais esta derrota (ver abaixo) à sua formidável coleção de trapalhadas. Lula, o Bibelô da Nova Ordem Internacional, é, hoje, só um senhor patético, que resolveu brincar com o perigo, sem se dar conta do salseiro em que estava se metendo.

Essa eu não vou responder. Deixo que o Le Monde de hoje fale por mim:



Mais "l'homme le plus populaire du monde", selon Barack Obama, ne s'appuie pas seulement sur son charisme pour parler haut et fort. Il incarne un Brésil en pleine forme qui, après un passage à vide dû à la crise, talonne la Chine et l'Inde en termes de croissance.


Désormais, c'est le Brésil, brillamment représenté par son ministre des affaires étrangères, Celso Amorim, qui pousse le plus fort pour une conclusion des négociations du cycle de Doha. En comparaison, les Etats-Unis semblent englués dans un protectionnisme d'un autre temps.


Moins redouté que la Chine ou l'Inde, milliardaires en population, mieux considéré qu'une Russie rentière de ses matières premières, le Brésil est le véritable porte-parole de ces économies émergentes qui tirent la croissance mondiale.


Lula (65 ans) pourrait présenter sa candidature au secrétariat général de l'ONU en 2012. 


On n'a pas fini d'entendre l'ancien métallo, ami des favelas et des investisseurs. On n'a pas fini d'entendre parler d'un Brésil à l'aube de ses "trente glorieuses".

As elites, que torcem o nariz para o analfabeto ignorante e burro, podem pedir ajuda ao FHC para traduzir.


O que esperar de alguém que senta ao lado de Medvedev, uma invenção de Vladimir Putin, herdeiro das aspirações imperiais tanto da velha Rússia como da extinta União Soviética, e deita proselitismo contra, nas suas palavras, “a invasão da Rússia do Afeganistão”. Se os russos soubessem que isso, em português, está mais para o russo, certamente teriam se divertido um tanto. Aliás, em Moscou, ele já havia desenhado um plano para a paz no Oriente Médio — que incluía o… Afeganistão!!! A geografia não é um limite para o pensamento criativo! Lula já havia “atravessado o Atlântico” para chegar aos EUA…

As elites brasileiras estão tão acostumadas a enfiar o rabo entre as pernas toda vez que os donos do mundo batem o pé no chão que não conseguem admirar um ato de coragem. O Brasil, não o lula, mas O Brasil tem hoje estatura para meter o dedo na cara de qualquer país e dizer: "Você errou!" Claro que isso jamais aconteceria no tempo do Celso Laffer, o chanceler que tem medo até de funcionariozinho de alfândega.

O Babalorixá de Banânia merece o Prêmio Nobel da Paz! Como, ao tentar proteger Mahmoud Ahmadinajed, colega com quem trama a Nova Ordem Global, ele conseguiu apressar o consenso sobre as sanções, temos, então, que Lula colaborou de maneira decidida para encostar o facinoroso contra a parede.

Israel possui dúzias de bombas atômicas e promove genocídio do povo palestino. Irã não possui bombas atômicas e não comete genocídio. Quem é facínora? Ah, não basta o brazil se submeter às vontades dos poderosos, o brazil tem que paparicar os amigos dos poderosos. Quem é amigo dos americanos, é amigo do brazil. Esse complexo de vira-lata, endêmico entre as elites brasileiras, impede que enxerguem o mundo real.


Por falar em Prêmio Nobel da Paz... se não sair este ano, no próximo sai. Não estou dizendo que ele merece. Estou dizendo que vou me divertir muito!

Agora só falta aquela colunista escrever que tudo foi rigorosamente combinado com Barack Obama… Afinal, ela havia feito essa descoberta quando o presidente do Irã visitou o Brasil. Segundo asseverou então, Lula cumpria uma missão passada pelo presidente americano. No dia seguinte, Obama enviou uma carta esculhambando o governo brasileiro.


Quem pediu para o Brasil se meter no assunto foi o Obama. Pena que ele e a Hillary não estejam se entendendo. Veja, digo, olhe:

“Naturalmente, não íamos entrar numa coisa desse tipo, ao contrário do que alguns pensam, levianamente. Então, sempre tivemos em conta opiniões dadas e as preocupações de vários países, sobretudo dos Estados Unidos, porque foi o presidente Obama quem primeiro pediu ao presidente Lula para se interessar sobre a questão”, disse Amorim.


Vocês querem o quê? Lula é um clichê. Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza. Meu bisavô tinha outra frase, não muito elegante, que recende a certo ruralismo. Vou torná-la mais familiar: “Quem nunca viu aquele monossílabo de duas letras da anatomia humana, quando vê, pensa que o dito-cujo é uma cidade”.

Isso é verdade, mas e daí?

Já escrevi sobre a reação patética de Amorim, que pode ser definido como a menor distância entre o fígado e o cérebro. Ontem, na TV, apareceu Marco Aurélio Garcia, com esgares de insatisfação, virando os olhos — mais ou menos, suponho, como Marx naqueles momentos terríveis — a fazer ameaças: “Se os EUA optarem pelas sanções, vão se dar mal. Vão sofrer uma sanção moral e política”. A Casa Branca tremeu.  É mesmo? De quem? Deixe-me ver… Do Brasil, da Venezuela, da Bolívia, do Equador… A Turquia só está esperando alguma facilidade da União Européia para cair fora.

Os americanos aplicam sanções a Cuba há 50 anos. Não funcionou. 
Os americanos aplicaram sanções ao Iraque por 10 anos. Não funcionou. 
Os americanos aplicam sanções ao Irã... 
Peraí! Continuar fazendo a mesma coisa e esperar um resultado diferente é burrice, coisa de analfabeto. Ou não? Por que então as elites exultam e pavoneiam as sanções? Burro é o lula, ou não?

O Brasil se isola de tal maneira na questão que a embaixadora do país na ONU, Maria Viotti, abandonou ontem a reunião do Conselho de Segurança. Não aceita nem mesmo participar das discussões. Huuummm…O grupo reúne 15 países. São necessários nove votos para aprovar as sanções desde que não haja veto de nenhum dos cinco com assento permanente (EUA, Rússia, China, Grã-Bretanha e França). Com o Brasil fora do debate e sendo a Turquia co-patrocinadora do acordo, será preciso conquistar quatro adesões entre os nove países restantes: Nigéria, Bósnia-Herzegóvna, México, Uganda, Gabão, Líbano, Áustria e Japão.

Hummm... deixa ver se eu entendi. O Brasil faz parte do Conselho de Segurança da ONU. Então... nem precisava de 'autorização' do sinhôzinho Obama para negociar com o Irã, certo?

O Brasil foi pego de calças curtas. A reação abobalhada, a começar da de Lula, se deveu à fulminante reação das cinco potências. Só não me parece correto afirmar que é como se o Brasil jamais tivesse anunciando um acordo porque, reitero, Lula conseguiu, na prática, apressar o consenso  dos grandes. Rússia e China, que mais resistiam às sanções,  tiveram de escolher entra as duplas “Lula-Amorim” e “Obama-Hillary”. Imaginem a angústia…

As elites brasileiras tiveram a chance de optar entre as duplas “Lula-Amorim” e “Obama-Hillary”. O complexo de vira-lata falou mais alto. O que falta a essa gente é amor-próprio e amor-pátrio.

Resta a Lula, agora, voltar ao Brasil e transformar a sua formidável derrota num ativo eleitoral, excitando o antimericanismo rombudo. O discurso do recalcado triunfante é sempre um bom lugar para esconder uma monumental derrota.

As elites brasileiras confundem próbrasileirismo com antiamericanismo. Interessa ao Brasil manter boas relações com TODOS os países do mundo. Nós não temos US$ 1 TRILHÃO de dólares para gastar em armas de destruição em massa por ano para nossa defesa. Nós precisamos exportar nossos produtos, mesmo nos momentos em que os americanos não podem comprar. Mas as elites não se preocupam com os interesses do Brasil, afinal, o que é bom para os americanos...

Lá fora, a máscara de Lula caiu. Agora só lhe sobrou o picadeiro da política interna.

Lá fora, o Le Monde disse:


Não vamos deixar de ouvir falar sobre o ex-metalúrgico, amigo das favelas e dos investidores. Não vamos deixar de ouvir falar sobre um Brasil na aurora de seus "trinta anos gloriosos".

sexta-feira, 19 de março de 2010

Brasil não possui influência suficiente para ser um mediador de peso no Oriente Médio, dizem analistas

NOTÍCIA:

A viagem de Luiz Inácio Lula da Silva ao Oriente Médio, a primeira de um presidente brasileiro em exercício, foi “histórica” e “importante”. Porém deixou claro que o Brasil ainda não possui influência suficiente para ser um mediador de peso no conflito entre israelenses e palestinos. Essa é a opinião de três especialistas ouvidos pelo UOL Notícias.

Ao longo de sua viagem pela região, Lula repetiu inúmeras vezes que o conflito necessita de novos mediadores –leia-se Brasil- uma vez que os tradicionais interlocutores não têm conseguido solucionar o impasse.

“É por isso que o Lula diz que o Brasil pode ser mediador, pois seria um ator novo. Mas é exatamente por isso que acho que não. O Brasil não domina o complexo cenário que envolve a região”, explica Gilberto Sarfati, professor de relações internacionais especializado em Oriente Médio da Universidade Rio Branco.

“De nenhuma forma vejo que o Brasil possa ser mediador no conflito. Não faz parte de sua zona de influência. O Brasil tem, sim, poder para influenciar países na América do Sul, não no Oriente Médio”, conclui.

Para Rubens Barbosa, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos entre 1999 e 2004, o país ainda está distante de conquistar um papel importante nas negociações de paz. “O Brasil não consegue mediar nem uma briguinha entre Uruguai e Argentina, no qual ele se omitiu. Não será nessa questão tão complexa que o Brasil conseguirá ter um papel importante”, justifica Barbosa referindo-se ao impasse envolvendo uma fábrica de celulose na fronteira entre os dois países sul-americanos.

Para o ex-embaixador, a viagem de Lula foi importante para o Brasil manifestar interesse pela região e ampliar as relações bilaterais.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2010/03/17/brasil-nao-possui-influencia-suficiente-para-ser-um-mediador-de-peso-no-oriente-medio-dizem-analistas.jhtm

RESPOSTA:

Lamentável.

Para colocar o Brasil em posição submissa e defender interesses estrangeiros, a imprensa brasileira ouviu especialistas em diplomacia e oriente médio que sofrem de perda de memória seletiva.

Os especialistas esqueceram que Oswaldo Aranha, brasileiro, assinou a resolução que criou o Estado de Israel na qualidade de presidente da ONU. Esqueceram também que, após a guerra dos seis dias, o exército brasileiro ficou uns bons dez anos fazendo 'barreirinha' entre Israel e Egito. Sem falar nos milhões de brasileiros descendentes de árabes e judeus, cujos interesses devem ser considerados pelo presidente, tanto quanto os interesses de qualquer outro segmento da população.

“Penso que o Brasil, talvez mais do que qualquer outro país, pode tentar convencer os iranianos a pararem com seu programa nuclear”, afirmou Lieberman, ministro de negócios exteriores de Israel.
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/internacional/2009/07/22/ult1859u1248.jhtm

"A visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, nesta segunda-feira (23/11) ao Brasil não foi um fato isolado. O país também recebeu recentemente o presidente israelense, Shimon Peres, e o líder palestino, Mahmoud Abbas. Para o cientista político Oliver Stuenkel, do Global Public Policy Institute de Berlim, trata-se de uma constelação que poucos países podem oferecer."
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4919849,00.html

"A alta representante para as Relações Exteriores e a Política de Segurança da UE, Catherine Ashton, disse nesta segunda-feira (15/05) que a União Europeia (UE) conta com o Brasil para resolver o impasse nuclear com o Irã."
Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5252467,00.html

E tenho dito.

sábado, 6 de março de 2010

Um vídeo comprometedor

MENSAGEM:

Data: 2 de março de 2010 00:17
Assunto: Re: Fw: Um vídeo comprometedor

Esse vídeo não foi divulgado aqui no Brasil... mistério... mas compromete o apedeuta seriamente.

O motivo? Simples: o consulado brasileiro em Miami foi invadido (pacificamente) por manifestantes anti-castristas de Cuba, acusando Lula de cumplice e cupincha de Fidel Castro.

O vídeo é meio grande, não deu para baixar para vcs, mas podem acompanhar no link abaixo:




RESPOSTA:

Lamentável.

Há 50 anos persiste o embargo americano contra cuba. Sem resultado. Qual é a brilhante idéia da direita que se julga inteligente? "Vamos apoiar o embargo americano contra cuba!!!"

Dizem que o lulla é burro, mas continuar fazendo a mesma coisa e esperar um resultado diferente é burrice.

Não existe ditadura mais feroz que a chinesa. Porque os americanos não fazem um embargo por lá? Porque a imprensa brasileira não pede o fim das relações entre brasil e china?

Quando o congresso ameaçou impedir a entrada da venezuela no mercosul, a oposição venezuelana veio ao congresso pedir que a oposição brasileira criasse juízo. Os chaves da vida passam, mas a venezuela fica!

As relações entre países não podem variar em função de uma pessoa que ocupa temporariamente uma cadeira. O mesmo vale para irã, coréia do norte ou estados unidos. Ninguém pediu o fim das relações com os americanos quando o bush fraudou as eleições.

No fundo, no fundo "É a economia, estúpido!"

Brasil vende para Irã US$ 1 BILHÃO
Brasil compra do Irã US$ 0 (zero).

Brasil vende para Venezuela US$ 6 BILHÕES
Brasil compra da Venezuela US$ 1 BILHÃO

O resto é balela.

Entendeu?